contos

Retorno…

Era uma tarde do ano dois mil, ela colocou um cd da Enya, depois tranquilamente repousou naquela rede, com um leve balanço foi pouco a pouco relaxando, esquecendo tudo a sua volta.
Entre um leve balanço e outro facilmente viajou, fazendo um retorno a sua infância. Não … não foi um sonho, não estava dormindo, foi acordada mesmo e deixando o pensamento livre, com um domínio sem controle, como se viajasse no tempo .
Sentiu – se muito pequena, talvez uns nove ou onze anos de idade, logo ela, uma menininha sozinha se encontrou diante de um bucolismo encantador, havia muitas árvores a sua volta, mas nada assustador, ou oferecesse perigo algum, parecia mesmo muito familiar . Bem ali encontrava – se uma lago com suas águas límpidas de um azul anil e transparente.
Se aproximou do lago, admirou a sua beleza por alguns segundos, lhe parecia tão familiar e tão logo tirou seu vestido que cobria seu corpo esbelto e delicado de uma alvura que mais parecia um fantasminha . Ficando apenas de roupas intimas e calmamente mergulhou profundamente, parecia um pequeno peixinho que mergulhava vindo à tona batendo seus pés, oras nado cachorrinho oras borboletas….
O lago estava com suas águas mornas e era realmente um convite delicioso; o lago era ladeado de árvores e isso fazia manter a temperatura da água naturalmente morninha. De repente ela nota um lindo beija-flor de um verde azulado cintilante que bericava gotículas de água salpicada nas folhas daquela galha que pendia mais abaixo do lago. Quando a menina mergulhava e espalhava água por todos lados como se aquele fosse seu refúgio único.
A menina parou seu mergulho no por do sol, para admirar aquele beija – flor com seu biquinho comprido e fino, agradecido por ela a menina, ter dado oportunidade de matar sua sede. Ficou ali, parada, admirada com sua delicadeza se equilibrando, batendo suas asinhas rapidamente. Ambos estavam estarrecidos com seu conforto, pois a garotinha matou a sede do beija flor e ela refrescou seu corpanzil!
Voltou a mergulhar, veio à tona diversas vezes, depois sacudiu seus cabelos loiros e cacheados, espalhando água por todos lados, o beija flor assustado voou para um galho mais alto. A menina saiu do lago, repôs seu vestido e saiu em direção a sua casa lá no alto da montanha.
Estava feliz e pisando nas pontas dos pés, seguiu a trilha cercada de capins até sua cintura, com as pequenas mãos ia tocando as pontas dos dedos parecia conversando com as folhas alongadas e brilhantes, úmidas pela beleza da natureza, pássaros gorgeavam e se aninhavam, pareciam dizer, volte logo a nos visitar. Lá no alto da montanha sua mãe a espera pois está quase na hora do jantar ! Texto de mvleutsinger, em 15/7/2020 Poá SP.

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